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MÉXICO
• 11/2/2003
Junho: Querétaro a sexta estela.
EZLN. México. (O PAN e o México da mudança. Parte 1: si, meu querido, aqui dizer "um imbecil de direita" é umha redundáncia, e dizer "um corrupto de direita" é um projeto de país). Para chegar na metade do calendário, a mao e o olhar se unem.
Juntos contemplam um mês, JUNHO, e umha palavra, QUERÉTARO. Querétaro. Quase um milhom e meio de habitantes em 2000, segundo
o INEGI e máis de 25 mil maiores de cinco anos que falam línguas
indígenas. Indígenas otomíes-hñahñus,
mazahuas, nahuas, pames, huastecos, zapotecos, totonacas e purépechas
sobrevivem em terras onde quem manda som o racismo e a prepotência
e onde a estupidez tem status de programa de governo. A nuve chega até à chamada "Serra Gorda".
De em riba, localiza Toluquilla, chamado tamém de "Pico
do Jorobado", e repousa num dos dous jogos de bola que aquí
se localizam. Do mesmo modo que em Ranas, perto daqui, as terras do
Pico do Jorobado abundam em sulfuro vermelho de mercúrio ou
cinébrio, que naqueles tempos era muito apreciado na América
Central porque era um símbolo de vida e e era nomeado "sangue
da terra". Daqui a nuve pode ver a comunidade labrega "La Veracruz",
que a cada 15 dias envia umha comissom à cidade capital do
estado, Querétaro, para dar acompanhamento jurídico
a umha acçom que tem contra o INAH (Instituto Nacional de Antropologia
e História). A razom é que o INAH expropriou vários
hectares destes queretanos e pretende pagá-los na base de 20
centavos por hectare. Si, 20 centavos. O leitor trate de encontrar
como escrever o símbolo dos centavos no computador ou numha
máquina de escrever (inclusive, haverá quem me lembre
como se escreve a mao), ou, melhor ainda, trate de viver com umha
indenizaçom de 20 centavos. Além disso, os labregos
dos arredores de Toluquilla reivindicam que sejam eles mesmos a trabalharem,
explorarem e conservarem esta regiom. Mas Querétaro, a capital, é um lugar onde governam
a intolerância e o racismo. Em outubro do ano passado, integrantes
do grupo Kurinit denunciarom perante a Comissom Estatal de Direitos
Humanos que o delegado do Centro Histórico do município
de Querétaro, Francisco Javier Contreras Rancel, proibiu-lhes
de praticar as suas danças em a praça pública
com o argumento de que "davam umha aparência ruim à
imagem urbana" da capital. tamém os grupos punks som hostilizados
polo "bom governo" queretano. Mas esta turma passa muito
longe de ficar intimidada, continua em a sua cultura e resistência,
e se vincula a outros movimentos e grupos. É que Querétaro nom é só a imagem patética
do PAN no governo, é tamém, e sobretodo, a imagem esperançosa
de umha resistência que tem muitos nomes e rostos: Uniom das
Mulheres Indígenas e Camponesas de Querétaro (UMIC),
Unidade Cívica Felipe Carrillo Puerto, Associaçom Nacional
das Mulheres Organizadas em Rede de Querétaro, Associaçom
Nacional dos Produtores de Bovinos e Caprinos Delegacia de Querétaro,
Frente Independente das Organizaçons Sociais, Associaçom
Queretana Independente de Promoçom e Defensa dos Direitos Humanos
AC. Nesta cidade há umha colónia chamada "Nueva Realidad".
A colónia indígena é conhecida porque as manifestaçons
e a luita por estas terras foram lideradas polos membros do conselho
indígena da Frente Independente de Organizaçons Sociais
(FIOS na época, hoje FIOZ). Apesar da detençom de os
seus líderes em 1998, e das tentativas de divisom, em "Nueva
Realidad" vem se tentando o resgate de manifestaçons culturais
que ainda acontecem em as suas comunidades de orige (município
de Amealco). Desta forma, som incentivados grupos que têm a
ver com o resgate das festas, dos trajes, da música, que junto
com os pesquisadores da Universidade Autónoma de Querétaro,
encarregam-se da preservaçom e divulgaçom da língua
oral e escrita. Fai-se necessário enfrentar o elevado grau de repressom e
impunidade das várias autoridades e corpos policiais. Este
estado descaradamente repressor e cínico nom se dirige somente
às organizaçons ou grupos independentes, tamém
os membros dos partidos de oposiçom têm apresentado denúncias.
Ordens de prisom guardadas para amedrontar, acompanhamento de atividades
públicas e até privadas, ameaças telefónicas,
danos a casas e carros, retençom de recursos e baixo orçamento
(como no caso da Universidade Autónoma de Querétaro),
"malheiras" estimuladas polas próprias autoridades,
som alguns exemplos do "estado de direito" promovido por
Acçom Nacional. Tanto entre os labregos, como entre os operários, há
um enorme descontento. A falta de incentivos e programas de auxílio
à produçom, a migraçom para os Estados Unidos,
os altos índices de desemprego (negados polos dados oficiais)
e as poucas oportunidades de trabalho som umha constante. Além
disso, a utilizaçom dos programas de governos e de obras "concedidas"
a empresas de funcionários públicos ou familiares tem
gerado mal-estar. Enquanto isso, no Centro de Readaptaçom Social (CERESO) de
San José el Alto, dous zapatistas civis, Sergio Gerónimo
Sánchez e Anselmo Robles, transformam a sua prisom em resistência.
Estes dous homes só continuam presos pola soberba do cachorro
Firulais que ladra no paço do governo. A nuve sobe para apreciar melhor o que acontece na casa do Poder.
Aí está a capital de Querétaro, governada polo
famoso Firuláis Loyola. A história deste recusado do
elenco de atores do filme 101 Dálmatas ("é cinzento
demais", disseram os produtores) é digna de constar na
memória do Partido de Acçom Nacional e na sua plataforma
de governo. "(...) No processo [eleitoral] de 1997, o PAN aposta todo em
ganhar a capital do estado, pois considera inalcançável
o cargo de governador. Por isso, para o município de Querétaro,
apresenta o seu candidato máis forte, Francisco Garrido Patrón,
e para o governo do estado lança alguém de pouca conta,
um verdadeiro neófito nas questons políticas e pouco
agraciado em inteligência e senso comum, Ignácio, Loyola
Vera, engenheiro agrónomo saído do Tecnológico
de Monterrey, e cujos laços políticos até o momento
eram máis de corte priista do que panista, pois o próprio
Loyola é casado com umha prima irmao de Fernando Ortiz Anara
(que foi candidato polo PRI ao governo do estado no mesmo pleito de
Loyola) e, de acordo com alguns jornalistas, Ignácio Loyola
militou numa organizaçom priista durante a sua juventude. Passadas as eleiçons se divulgam os resultados e o PAN nom
ganha só a prefeitura de Querétaro voltando a ganhar
a de San Juan Del Rio, se nom que ganha tamém o governo do
estado; o máis surpreso disso todo, é o próprio
Loyola..." (Rúben Lugo Sánchez, "Poder e Videocracia
no México, o caso Querétaro". Terceiro Congresso
Virtual de Antropologia 2002. "Cidade Arqueológica"
http://www.naya.org.ar). O triunfo de Acçom Nacional realmente mudou o cenário
deste estado. si, agora Querétaro e San Juan del Rio estam
cheios de cartazes especaculares anunciando os "grandes feitos"
do PAN, ou seja, vasos de barro e cestos de lixo!. As parvadas do Firuláis Loyola já som lendas de exportaçom.
Em setembro de 2001, o "senhor governador" fijo o que parecia
impossível: surpreender o México e o mundo com umha
descoberta que já é programa de governo nas administraçons
panistas. Demonstrando que é home, perdom, cam de palavra,
Loyola declarou, numha transmissom de rádio do programa "Avances",
quanto segue: "Vou lembrar aos amigos que me ouvem, aos muitos
jornalistas que me perguntaram sobre quanto ia ganhar no caso de chegar
a ser governador, eu dixem que iria ganhar 20 por cento máis
do que estaria ganhando o diretor da empresa que melhor paga no estado
e na verdade estava bem atrás. Mas polo menos como último
ponto eu vou cumprir este compromisso de campanha, e digo a vostés
o tanto que o seu amigo vai fazer, porque vou me desdobrar. Acredito
que já cumprim e que demonstrei que podo ganhar, se um, diretor
de empresa ganha esta quantia, eu acredito que o governador debe ganhar
máis como prometim na minha campanha". (Notimex, 24 de
setembro de2001). O Firuláis (que deveria estar num circo porque um cam que
fai contas sempre é umha atraçom) fijo os seus cálculos
e anunciou: 360 mil Pesos mensais. Condescendente, sublinhou: "360
mil Pesos, menos os descontos, provavelmente fique com uns 200 mil,
mas tamém nom é muito (...), nengum outro político
tem máis responsabilidade do que este servidor e há
si alguns que ganham máis e de mao cheia". "Ganham
máis?" Quem escreve isso nom é um cam, mas se arrisca
a fazer contas: 200 mil Pesos mensais limpos, ao cambio de 10 Pesos
por um dólar, som 20 mil dólares mensais, que somam
algo em torno de 240 mil dólares por ano (sem contar adiantamentos,
bonificaçons e nom sei eu quantas coisas máis, mas o
Firuláis as conhece). No estudo "Os salários dos
altos funcionários no México a partir de um quadro comparativo",
dos pesquisadores do CIDE, Laura Carillo Anaya e Juan Pablo Guerrero
A., aponta-se que, em 2002, o presidente dos Estados Unidos tinha
um salário limpo de 243 mil e 600 dólares anuais. De
tal forma que este é o tamanho do Loyola, que ganharia quase
o mesmo tanto que Bush (creio eu que é por ter o mesmo coeficiente
intelectual) e máis do que ganham juntos os presidentes de
Argentina, Brasil, Chile e Espanha. A "modéstia" do Firuláis nom pára
por aí. Para um evento de 15 dias, Loyola gastou 63,9 milhons
de Pesos na construçom do "Ecocentro Expositor" (mais
conhecido como "egocentro"). A licitaçom da obra
fede. A Assembléia Legislativa detectou que a construçom
foi concedida a Oliver SA de CV sem concorrência algumha. Aos
questionamentos, o Firuláis respondeu que foi polo bem do povo.
Na cidade de Querétaro, que em época de chuvas sofre
inundaçons, o governo panista gastou 210 mil Pesos, mas nom
em melhorar a rede de esgoto, mas si em comprar um veículo
anfíbio que, obviamente, nom serve para nada (Cfr. Rúben
Lugo Sánchez, Op. Cit.). Na capital do estado, se promove o "México da Mudança"
que o PAN quer. A instalaçom de postos de controle policiais
em pleno centro das cidades (violando a constituiçom que, oh
que paradoxo!, foi aprovada aqui), junto com a exibiçom de
polícias de "elite" em motocicletas e luxuosas patrulhas,
que têm a nobre missom de cuidar de empresários e turistas,
definem claramente o projeto panista de naçom. Para ajudar a governar, nada como a família. O irmao do governador
é sócio da filial local da TV Asteca e, com algumhas
rádios e alguns jornais, as "cachorradas" de Loyola
som rapidamente ocultadas. Mas, ainda assi, há quem nom se
deixa controlar. A que segue é umha nota de Reforma, que valeu ao correspondente
deste jornal o roubo do seu carro no interior de a sua casa: "Suspeitam
de desvio de recursos por parte de Loyola. Sublinham que o enriquecimento
do atual governador de Querétaro é inexplicável.
Por Fernando Paniagua/Grupo Reforma. Querétaro. México
(30 de janeiro de 2003). O deputado estatal independente, Marco Antonio León Hernández,
revelou que o governador Ignácio Loyola Vera comprou, para
as obras de construçom de a sua casa, mármore importando
da França a um custo de 6 milhons de Pesos, razom pola qual
se suspeita de um provável enriquecimento ilícito. Entrevistado
polo noticiário local, Enlace, Leon Hernández garantiu
(...): "Aí vai um dado preciso e concreto que tenho nas
minhas maos e que ao seu momento terei de dizer: nestes dias chegou
para el da França um carregamento de mármore por umha
quantia de 6 milhons de Pesos", dixo". (Grupo Reforma. Serviço
de Informaçom). E antes, em outubro, saiu a seguinte nota sobre umha espécie
de castelo que el constrói para si às agachadas: "À
imagem e semelhança de Los Pinos, Loyola constrói umha
casa. Francisco Flores Hernández, El Financiero, mercores 2
de outubro. Com o objetivo de construir a sua casa de campo, o governador Ignácio
Loyola Vera invadiu 20 hectares de terras ejidais na comunidade de
Ajuchitlancito, no município de Pedro Escobedo, denunciaram
ejidatários do lugar. Apesar da expropriaçom da qual
foram objeto, os inconformes informaram que 20 ejidatários
foram intimados polo governador Ignácio Loyola Vera, sob a
acusaçom de expropriarem 100 hectares de terreno. Em conferência de imprensa, Bráulio Álvares Botello,
a nome dos 216 ejidatários atingidos, mostrou documentos que
confirmam a propriedade destes, relatou que apesar da inquietaçom
dos moradores por estar sabendo da enorme casa a ser construída,
nom lhes foi permitido o acesso e pessoas nom identificadas, só
os informaram que os terrenos supostamente invadidos pertencem ao
governador Ignácio Loyola Vera". E isso nom é todo. Em julho de 2001, em meio da grande difusom
polo grupo de espionage descoberto no estado do México, o Firuláis
reconheceu que realizava, como parte da "segurança do
estado", o mesmo tipo de espionage. Diante das denúncias
públicas, a PGR (Procuradoria Geral de Justiça) interveu
citando-o a declarar e ao negar-se enviarem-lhe um questionário
que, de acordo com alguns meios de informaçom locais, el respondeu
por escrito. Até agora a PGR negou-se a tornar públicas
as respostas. Para resumir: Loyola é tam popular que, contra el, há
só oito processos políticos pendentes. Todo o debate sobre o feito de que a luita no PAN é entre
os doutrinários (seguidores de Manuel Gómez Morín)
e os Bárbaros do Norte é umha farsa. Hoje, em Acçom
Nacional nom há ninguém que realmente reivindique o
pensamento de Gómez Morín. E depositaram o estudo e
a sistematizaçom do pensamento de Gómez Morín
em Rodriguez Prats (senador plurinominal do PAN por Tabasco e artífice
da manutençom do PRI no governo deste estado), que até
1993 foi dirigente do PRI no estado. Este senhor, conhecido pola total
ausência de ideologia panista e que foi integrado às
fileiras do PAN por Fernández de Cevallos, escreveu um libelo
com o título: "A grande herdança doutrinária
do PAN". El é (supostamente) o encarregado de formar os
quadros políticos do PAN no "ideário" de Gómez
Morín. Tempos atrás, isso provocou o desgosto de José
Angel Conchello, que saiu enojado de um destes cursos de "formaçom"
repreendendo a direçom panista por colocar um recém-chegado
nesta tarefa. A única e verdadeira doutrina do PAN atual é a religiom
do poder e do dinheiro. Tem sido este o processo que se vem formando
já há vários anos. Neste processo, umha pessoa
tem sido chave: Diego Fernández de Cevallos. El tem conseguido,
numha resposta da deusa Kali, ter os seus braços colocados
nos homes e mulheres do dinheiro, na classe política de todos
os partidos, nos governadores de todos os partidos, nos setores fáticos
da igreja, com os seus congéneres, os chefes do narcotráfico,
e, tamém, no interior do PAN. Diego Fernández de Cevallos (Cidade do México, 1942)
começou a sua carreira política vinculado ao grupo de
extrema direita universitária, MURO, fundado por Abascal pai.
Este grupo de inspiraçom fascista foi utilizado polas autoridades
universitárias, até antes de 1966, como instrumento
de repressom e controle interno da universidade. Durante 1968, era
dirigente da juventude panista e quijo aparentar umha suposta proximidade
ao movimento, que nom foi além de algumas declaraçons.
Quando Pablo Emilio Madero foi dirigente do PAN, Diego foi congelado
e por alguns anos a sua estrela se eclipsou. Foi resgatado por Luis
H. Alvarez e à sua sombra começou a construir o seu
poder pessoal. Do ponto de vista pessoal, el herda a carteira de clientes de Manuel
Gómez Morín (todos homes muito poderosos). Aqui inicia
umha relaçom com os donos do dinheiro que será a sua
plataforma de lançamento. Após um breve enfrentamento
com Carlos Castillo Peraza, Cevallos se torna o chefe do PAN, controlando
a parte fundamental da sua estrutura burocrática, com umha
carteira de clientes que se aproveitam de informaçons privilegiadas
para ganhar processos contra o Estado, com o controle de setores importantes
dos senadores e deputados de outros partidos (nom se deve esquecer
que quando a contra-reforma indígena foi aprovada na base do
"Fast Track", o deputado do PRI Rocha Cordeiro se enquadrou
e dixo aos panistas presentes: "Digam ao chefe Diego que está
servido"). Os priistas já chamam a Diego Fernández de Cevallos
só de "Chefe". Nos círculos das procuradorias
têm encontrado um apelido máis adequado para el que,
além do máis, o retrata melhor: La Coyota (apelido que
el debe detestar, pois sempre se deu ar de muito "machinho"). A família Ramos Millán ganha umha disputa de terras
contra o Ministério da Reforma Agrária, o que significa
que esta instáncia deve pagar umha quantia superior a todo
o seu orçamento para o ano. Quem era o seu representante jurídico?
Diego Fernández de Cevallos. Quanto para La Coyota? Um milhom,
douszentos e catorze mil Pesos. Se somarmos a isso o que el leva polo
resgate do banco Atlántico-Bital (uns 13 milhons de Pesos),
teríamos que La Coyota, o "chefe" dos priistas, embolsou
tranqüilamente máis de 15 milhons de Pesos. (Dados extraídos
de "Dinero". Enrique Galván Ochoa. La Jornada, 12
de julho de 2002). Além disso, La Coyota Fernández de Cevallos comprou
20 hectares de terra localizados diante do Novo Aeroporto Intercontinental
de Querétaro, que o seu cachorro, o Firuláis Loyola,
construe. Por estas terras, La Coyota pagou "somente" um
milhom e quinhentos mil Pesos (Notimex, 2 de agosto de 2002), ou seja,
algo assi como 75 mil Pesos por hectare (umha "pequena"
diferença em relaçom aos 20 centavos por hectare que
pagarom aos labregos de Toluquilla, Querétaro). O Senhor dos Céus, Amado Carrillo, está internado no
hospital Santa Elena. Supostamente morre nesta clínica depois
de umha lipoaspiraçom. Quem é o representante jurídico
deste hospital? Diego Fernández de Cevallos. Quanto levou pola
"recomendaçom" e quanto pola "morte" do
narcotraficante? È um mistério. O próprio chefe
do narcotráfico foi velado numha funerária cujo representante
jurídico é Fernando Gómez Mont (sócio
e filho adotivo de Fernández de Cevallos). Alguns anos atrás, a PGR apontou que a Financiadora Anáhuac
(naquela época, propriedade do filho de Miguel de la Madrid
e do seu sobrinho) foi acusada de ser um lugar para o lavado de dinheiro
do narcotráfico. O seu representante jurídico? Diego
Fernández de Cevallos. De Carlos Salinas de Gortari em diante, parece que o objetivo de
Fernández de Cevallos tem sido o de ser o segundo home máis
importante do país, sem ser presidente do México, ou
seja, sem os incómodos que isso implica. La Coyota foi peça-chave
para tirar a pressom social contra Salinas de Gortari, promovendo
a queima das cédulas eleitorais de 1988; foi quem esboçou
a idéia de que "Salinas era um presidente ilegítimo
que poderia se legitimar com as suas acçons", ainda que
tenha sido outro a expressá-la. Foi o encarregado de promover e votar todas as iniciativas políticas
e económicas do salinismo que desmantelaram a riqueza nacional
e a entregaram nas maos de um punhado de aventureiros que, da noite
pro dia, se tornaram ultramilionários (todos clientes de La
Coyota). Ao mesmo tempo, conseguiu introduzir vários de seus peons
no poder priista, desta forma, Fernando Gómez Mont foi assessor
de Ernesto Zedillo para a mudança na lei sobre todo o sistema
judiciário, sobretodo no que di respeito a passar a retiro
a umha boa parte dos velhos juízes da Suprema Corte de Justiça.
A surpresa para os deputados e senadores do PAN foi que quando foram
discutir a lei, do outro lado da mesa estava o seu correligionário,
Gómez Mont. Quando foram se queixar com Fernández, este
siplesmente sorriu disfarçadamente. Outro de seus peons, Fauzi Hamdan, tamém foi assessor de Zedillo,
enquanto era deputado estatal do DF. máis recentemente, saiu
à luz pública a importáncia que este indivíduo
tivo entre "os Amigos de Fox". A questom seria saber para
quem el trabalhou. Hoje em dia, ninguém, nem sequer o IFE (Instituto
Federal Eleitoral), tem tanta informaçom sobre "os Amigos
de Fox" como Fernández de Cevallos. Daí a reaçom
virulenta de Lino Korrodi. El soubo que Diego soubo e sabe que sabe e nom quer ser o bode expiatório
dos conflitos (Tragédias? Farsas?) palacianos. Um palpite gratuito
ao IFE e à PGR: investiguem a relação Hamdan-Fernández
de Cevallos e a relacionem com "os Amigos de Fox" (aconselho
o uso e máscaras, pois o que encontraram nom cheirará
nada bem). Nom seria arriscado pensar que Fernández de Cevallos quer
reinstalar no país umha reediçom do Callismo (ou "cevallismo").
Um poder fático atrás do trono. Um poder a serviço
dos homes e das mulheres do dinheiro, com umha corte que o adula ou
que, fingindo-se oposiçom, nom é outra cousa a nom ser
o seu bobo-da-corte. Em última instáncia, este indivíduo é
o retrato vivo e fiel do sistema político mexicano. Se numha
época foi isso que significou Saturnino Cedillo, em seguida
Gonzalo N. dos Santos, posteriormente Rúben Figueroa e Carlos
Hank González, hoje, de colarinhos brancos e ternos Armani,
em o seu Jaguar de bancos de couro, o sistema político mexicano
é desenhado por um indivíduo de baixa qualidade chamado:
Diego Fernández de Cevallos, alcumado La Coyota. Carlos Monsivais, talvez o analista máis lúcido e contundente
do avanço da direita no México, advertia no deserto
dos medios (para a crítica política) de 2000, sobre
o que seria do país com el, entom, "governo da vitória
cultural" (ou, tamém, "governo de centro-esquerda"
para os promotores do "voto útil"), e, hoje, "governo
da mudança". Com Jenaro Villamil, na já desaparecida coluna Por mi madre,
bohemios, Monsivais dissecava naquela época o cadáver
do sistema político mexicano e o que via naquele tempo é
agora terror quotidiano nas terras mexicanas. A seguir, alguns exemplos do que encontrou nos dias da euforia da
"mudança": "Convidarei para a minha equipa de
trabalho as melhores pessoas de Aguascalientes. Nom me importa de
que partido sejam, nom me importa de que religiom sejam, só
nom vamos convidar bichas". Prefeito eleito de Aguascalientes,
Luis Armando Reynoso Fermat, dias antes de tomar posse em 1998. Citado
polo líder priista Armand López Campa. Nota de Mario
Luis Ramos Rocha, Página 24, 26 de agosto de 2000. "Quem é o culpavel de umha violaçom? Culpavel
é a criança que vai nascer? Entom por que vam matá-la?
Que capem ao violador". (Mas se as medidas máis eficazes
forem as preventivas, que o fagam antes que el viole a alguém).
Bispo Onésimo Cepeda. Nota de Diego Padillo, Unomásuno,
7 de setembro de 2000. "As autoridades ligadas à educaçom do governo
panista da Baixa Califórnia aprovaram um regulamento que, entre
outras coisas, proíbe, nas escolas secundárias, o uso
de maquilhage, minissaias ou sapatos com tacons modernos, para evitar
a depravaçom moral (claro, o tacom obriga ao meneio, o meneio
provoca o tenteio, o tenteio desemboca no ateu. A R.). Os rapaces
nom podem se apresentar de cabelo longo, já que isso infringe
o princípio formador dos bons hábitos da escola secundária".
(Companheiros do voto útil, a história lhes dá
razom antes do tempo). Nota de Alberto Cornejo, La Jornada 21 de setembro
de 2000). "A escultura de Sebastián para receber o novo milénio
e fomentar a arte urbana (Sic, que se congela em pose de admiraçom)
é tam importante como a água potável numha colónia"
(Menos, porque a água potável carece de forma artística
durável). Governador do PAN Eduardo Rosales, num debate sobre
o orçamento do monumento de Sebastián, citado por Juan
José Doñan, Público, 30 de setembro de 2000. De início, segundo o PAN de Guadalajara, o projeto nom custaria
um centavo ao município, pois seria bancado polos patrocinadores,
e seria através de concurso. Em seguida, se notificou que seria
entreguado diretamente a Sebastián polo "seu grande prestígio"
e porque "nom ia cobrar polo seu trabalho" e se nom fora
levada em consideraçom a opiniom dos moradores de Guadalajara
era porque "a autoridade nom pode consultar cada cidadao".
Até o momento, o custo atinge quase os 21 milhons de Pesos,
bancados quase integralmente polo governo. "A primeira cousa é entender que a organizaçom
de um governo ou de umha série de instituiçons nom é
máis que um meio para obter um fim. E, além do máis,
era evidente que os ajustes som umha necessidade imperiosa. É
como se vosté tivesse um fusca e agora o que vosté precisa
é de um Ferrari ou se o seu carro tem pneumáticos normais
e agora vosté entra num terreno muito acidentado. Claro que
há que se fazer ajustes!... (Mas nom recomendamos fazer algo
indevido para conseguir um fusca. La prática R.). Neste trabalho, vosté precisa entender que vosté nom
é umha flor e si um floreiro (Sic, que se multiplica até
a pós-graduaçom). O floreiro nom deve ser máis
bonito do que a flor. Por isso, tenho que me concentrar e estar aberto
a ouvir, ouvir e ouvir. Quando vosté dá umha opiniom,
é porque já ouviu todo o mundo". (Sic que vá
para o otorino). Senhor Ramón Muñoz, responsável
pola consulta nacional para escolher os melhores homes de Vicente
Fox. Entrevista de Alberto Aguirre, Milénio Diário,
13 de novembro de 2000. "Antes de negociar o aumento dos mínimos, deve-se definir
o modelo de país que desejamos (Convencida pola surpresa, só
neste instante a R. se dá conta de que o governo do presidente
Fox nom definiu o modelo de país que desejamos. E, por outro
lado, ainda nom está aposentada a Constituiçom da República
que, no seu artigo 123 di algumha cousas sobre os salários).
Se quiserem altos índices de inflaçom, voltemos ao velho
esquema de oferecer aumentos de emergência, aumentos loucos
ao extremo (De acordo da R.: melhor promovermos reduçons sensatas
para incutir respeito na escassez patriótica), mas este caminho
já mostrou o seu fracasso". Ministro do Trabalho, Carlos
Abascal. Nota de Armando Flores, Reforma, 30 de novembro de 2000.
Há máis cousas do PAN, muito máis... mas a nuve já levanta de novo seu branco vôo e, levada por um vento que canta com José Alfredo Jiménez "Fomos nuve que o vento separou / fomos pedras que sempre se chocaram / gotas d'água que o sol secou / bebedeiras que nom terminaram", entra em julho e vá para Guanajuato... Das montanhas do sudeste mexicano. Subcomandante Insurgente Marcos. México, janeiro de 2003. Iste comunicado foi publicado no La Jornada de 11 de fevereiro de
2003. |