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MÉXICO
• 26/02/2005
Repressom em Oaxaca.
* O governador Ulises Ruiz chega ao governo de Oaxaca, em dezembro de 2004, como o mais ilegitimo de todos os tempos. O processo eleitoral que supostamente lhe deu o triunfo é o mais questionado da história , mais da metade da populaçom (o 60%) nom participou em essa votaçom e dos que o fizerom, muitos anularom o seu voto ou votarom por outro candidato, ganhando com pouco mais de 300 votos (o 18%), as evidências das irregularidades no processo forom muitas. * Para ganhar o respaldo dos empresários e os ricos de Oaxaca, Ulises Ruiz prometeu-lhes que acabaria com as manifestaçons sociais, cancelando a liberdade de expressom. Tem só umhas semanas no governo e já os cárceres do estado se topam povoados por presos políticos de diversas organizaçons. A procuradora de justiça de Oaxaca, Patricia Villanueva Abrajam atua fora da legalidade que diz defender e está ao serviço direto dos interesses de Ulises Ruiz, ambos no seu afã por controlar o estado nom duvidam em violar as leis, inventado processos penais contra os seus opositores e hostigando permanentemente a quem mantem umha posiçom diferente à oficial . * Em o seu afam por manter os cacicazgos e o controle de todos os povos, Ulises Ruiz tem violentado as formas tradicionais de organizaçom e nomeaçom de autoridades comunitárias expressadas nos usos e costumes. Nos povos onde nom governam pessoas próximas ao PRI, impugérom a nomeaçom de autoridades mediante a votaçom por partidos políticos e nom em assembléias comunitárias como se vinha fazendo de sempre. * O seu afam por violentar as formas tradicionais de eleiçom comunitária, o governo de Oaxaca patrocinou um conflito para dividir ao município de Santiago Xanica , e o 15 de janeiro deu a ordem para que a polícia preventiva disparasse contra varios labregos da CODEDI (Comité de defensa de los derechos indígenas), ferindo a seis e mantendo feridos e encarcerados a Abraham Ramírez Vázquez, Juventino e Noel García Cruz . * O 3 de fevereiro desatou-se um capítulo mais da repressom , quando Ulises Ruiz monta umha trampa e com um desproporcionado uso de força detém a vários representantes da COMPA ( Coordinadora oaxaqueña magonista popular antineoliberal). Forom detidos quando se iban entrevistar com o governador em umha cita concertada pola Comisión Nacional de Derechos Humanos (do governo), alguns pouco a pouco forom deixados em liberdade, mas @s compas Alejandro Cruz López, Jaquelina López e Samuel Hernández, se lhes tem confinado no penal de Ixcotel de Oaxaca, inventando umha enorme lista de cargos no seu contra, para negar-lhes o direito à liberdade sob fiança. * O mesmo ocurriu, dous dias mais tarde, com a maioría dos membros de cabildo popular de San Juan Lalana, quêm se dirigiam à capital do estado a umha cita com o governador para dialogar sobre o problema eleitoral municipal, quando a polícia interceptou o autobús no que viajavam e os detuvo. * A COMPA distingue- se por encabeçar no estado de Oaxaca a luita em contra das políticas neoliberais e em defesa da soberania nacional. Defende o direito dos povos indígenas a viver com justiça e dignidade, luita por manter a organizaçom comunitária frente ao individualismo neoliberal, luita por melhorar as condiçons de vida das comunidades, essas som as principais razons polas que hoje se lhes persegue encarcera e ameaça . Desde a chegada deste governador ilegítimo alçam a voz exigindo democracia e respeito aos povos. Páginas web da gente de Oaxaca e México: CODEP: http://www.codep.info Rebeldia: http://www.sindominio.net/rebeldia
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