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PALESTINA • 11/01/2004 A Intifada, uma possibilidade histórica pela revolução palestina-israelense contra o Estado sionista de Israel.
No último mes, se agrava a situação do povo palestino em Cisjordânia e Gaza, devido às invasões do exército sionista de Israel, que procura desmantelar as forças armadas da Intifada, que se coloca através da luta armada, como o único obstáculo no caminho, diante o avanço no plano sionista-imperialista na região. O governo sionista de Israel, determinou uma prolongada onda de violência, para estabilizar a região, através de esmagamento da luta do povo palestino. A situação do povo palestino está sendo crítica, da pobreza passou à fome. A situação hoje na Palestina Na sua atual ofensiva, em represalia ao último atentado palestino, que causou a morte de 4 israelenses, o exército sionista comete um novo massacre contra o povo palestino, nos campos de refugiados de Balata, Rafah, Khan Yuness, Jenin, cidade de Nablus e na região de Netsarim. O exército sionista assassina e reprime brutalmente, com total impunidade, utilizando carros blindados, helicópteros, ametralhadoras balas explosivas, frente a uma poblação palestina armada tão só com pedras. Centenas de mortos e feridos, houve assassinatos a sangue frío; os feridos se torcem nas ruas de Nablus porque os militares e policias israelenses dispararam inclusive aos membros da Cruz Vermelha, as ambulâncias foram tiroteadas e proibidas de entrar na cidade cercada; quando o exército sionista entrou nos campos de refugiados, foram esvaziadas as casas, os soldados se lançaram ao roubo e saqueio das propiedades palestinas. Jovens, crianças e idosos parados em filas semi nus nas ruas de Nablus, no meio do frio. Está faltando alimentos, familias inteiras abandonaram suas casas cercadas em procura de "algo para comer". A Autoridade Nacional Palestina aproveita da situação A Autoridade Nacional Palestina (ANP), procura no meio desta situação, inclinar a balança em seu favor, Abu Alaá, aproveita para pedir mais dinheiro da Arabia Saudita, chamou os ataques militares da Intifada de, "atos terroristas", e assim tenta justificar a recente ofensiva do exército sionista, para assumir os líderes da Intifada toda a responsabilidade da presente situação. A elite do Abu Alá, prepara nestes dias, o encontro com o assassino Ariel Sharon. Abu Alá parece entendeu a menssagem do governo sionista, que começou novamente pressionar aos lideres da Intifada para aceitar uma tregua por um ano, segundo as recomendações do principe Abdalah da Jordânia, como introdução prévia, às novas negociações pela paz. A ANP, esta usando o massacre contra os palestinos, para fortalecer sua posição política e ter credibilidade no marco político palestino e internacional, principalmente hoje após as mudanças estratégicas na política da região, devidas às derrotas de líderes árabes como Saddam, Gadhafi e a aproximação diplomática síria de Washington. Crises estratégicas-militares do sionismo O partido do governo israelense, o Likud, está rachado. A ultra-direita, encabeçada por Benjamin Netanyahu, censurou publicamente qualquer possibilidade de estabelecer um "Estado palestino" no futuro, mesmo sem Yasser Arafat, e mesmo nas áreas da autonomia palestina segundo a resolução 242 da ONU. A decisão da ala radical do Likud, não dá lugar a equívocos: "Não à um Estado palestino, nem com o governo de Arafat, e nem sob a liderança de outra pessoa; nem hoje nem amanha". A pesar das declarações de Sharon e Moffaz, sobre o desmantelamento de alguns assentamentos,-que na realidade estavam em projeto de construção ainda-, a ala radical do Likud, está se manifestando cada vez, contra a política de Sharon. Para os radicais do Likud, os assentamentos são sagrados, o cesse da Intifada é primordial. O exército sionista vive em crise também. O movimento dos reservistas que se negam a servir na Cisjordâni e Gaza, calcificam o exército israelense como um exército de ocupação e uma força de opressão do povo palestino e reclamam a retirada israelense dos territórios e o desmantelamento das colônias sionistas, este movimento, cresce diariamente. As invasões sionista seguidas às cidades de Cisjordania e Gaza, deu novos motivos de repudio e intransigência: 15 reservistas há 2 semanas recusaram servir no exército sionista, e foram protegidos legalmente pela organização Yes Guul, que agrupa aos soldados e oficiais que se negam a servir em Gaza e Cisjordânia. Estas divergências no exército e dentro do próprio partido Likud que esta no mandato, refletem a crise que demonstra o grau que esta alcançando a descomposição do sionismo, uma decadência por fatores de caráter natural, no processo do desenvolvimento de um sistema capitalista. Manifestações pacifistas e enfrentamentos com o exército sionista O movimento pacifista israelense pela paz, conhecido como Gush Shalom, cresceu em número e começa a radicalizar suas atividades nos últimos meses, devido a política assassina do governo de Ariel Sharon, e as crises na sociedade israelense, hoje conta com mais de 70,000 participantes e simpatizantes de todos os setores da sociedade israelense. Também tem participação de muitos estrangeiros que residem no território ocupado de várias nacionalidades. A construção do Muro de segregação racial de 650 Km de longitude e rodeia a Cisjordânia, é um dos temas principais que combate o movimento pacifista israelense. No sexta-feira 26 de Dez. 2003 aproximadamente 400 pacifistas israelenses e estrangeiros, se protestaram na localidade de Qalquilya contra a construção do Muro e contra a política terrorista de Ariel Sharon, houve enfrentamentos com as forças do exército sionista, quando um grupo tentou abrir um burco no Muro, e disparos dos soldados israelenses, que deixaram ferimentos graves no pacifista israelense Gill Na´amati e uma ferida norte americana. No dia sábado 27 de Dez. 2003 um grupo de pacifistas se protestou na frente do edifício do ministro da defesa em Tel Aviv, repudiaram o terrorismo do exército sionista, reclamaram o desmantelamento das colônias e manifestaram apoio aos soldados, reservistas e oficiais que se negam a servir em Gaza e Cisjordânia, 10 pacifistas foram presos. A policia israelense identifica o grupo pacifista por anarquistas. Estas manifestações de protestos dos pacifistas, "na ausência fatal da esquerda israelense", são a expressão nacional de uma crise que está ampliando-se no terreno sionista, para alcançar -naturalmente- toda a sociedade israelense. A ala radical do Likud, identificou há uns meses atrás, os pacifistas judeus por "inimigos piores que os palestinos". Várias figuras destacadas do movimento pacifista receberam ameaças dos radicais do Likud. O programa político da esquerda sionista, que participou nas negociações de Genebra, cujo objetivo explícito é desarmar a Intifada, com propostas capitalistas inviáveis de "uma paz de iguais". O atual programa política da FATAH e a ANP, não é muito diferente do programa da esquerda sionista. Se caracterizam por ser entregues ao imperialismo com comportamento covarde. Estos movimento, mesmo tendo potencialidades revolucionárias, se caracterizam por uma condução contra-revolucionária. A Intifada e os socialistas israelenses A direção da intifada mostrou durante o encontro do Cairo, sua posição firme e sólida e reafirmou uma vez mais que a luta armada é o único caminho para a Libertação da Palestino, e demonstrou sempre seu repudio às negociações e os acordos da Paz injusta. A Intifada, que conseguiu trasladar o centro e a base da revolução palestina para o próprio território da pátria usurpada, adquiriu depois de 18 anos de luta, grandes experiéncias, em táticas políticas e militares, e hoje se encontra em condições adequadas para iniciar uma nova etapa favorável à sua luta estratégica, e conseguiu desafiar o Estado sionista no seu ponto mais fraco, quando apostou há poucos dias atrás, com o inimigo que o conflito tem que ser entre 2 forças militares, e nos campos de batalha puramente militar, longe dos civis. A iniciativa da Direção Nacional Unificada da Intifada, de respeitar os civis israeleses, é um reflexo da maturidade política, da direção revolucionária da Intifada, que abre novas possibilidades reais da vitória do povo palestino. A atual situação na Palestina, a revolução palestina representada pela Intifada que assumiu a luta armada como única solução para a libertação da Palestina, e a descomposição sistemática do sionismo, abrem a possibilidade da resolução, por meio da luta, de um conflito histórico. Na sociedade israelense existe uma vasta massa de oprimidos por um opressor homogêneo. O Estado sionista de Israel em realidade, não poderá ser desmantelado apenas pelo impacto do levantamento nacional palestino, sendo a luta armada de um lado só. Más por certo, a luta nacional palestina pode emergir a um setor israelense explorado que se levante, se identifique e se una em uma luta comum com o povo palestino contra o Estado sionista-capitalista. Este é o caminho que poderia salvar aos explorados tanto palestinos como israelenses da armadilha mortal do sionismo, um regime que demonstra em forma cada vez mais aberta seu caráter fascista, nazista e imperialista. Esta é a tarefa histórica dos socialistas israelense hoje, é prepara o terreno israelense para expandir a luta da intifada pela Libertação Nacional de um inimigo comum. As possibilidades históricas e a luta O imperialismo tenta desesperadamente evitar a extensão e a radicalização do estalido da Intifada, antes de que a situação se escape das mãos. Os Estados Unidos, a União Européia e os governantes árabes traidores chamam à flexibilidade de ambas as partes, para evitar que a situación seja capitalizada pelos setores radicais. Mesmo assim, nem Abu Alá, nem Sharon tem um margem livre para manobrar a situação. A ANP se encontra cada vez mais questionada por suas próprias bases sociais, pelo entreguismo de seus dirigentes diante as pressões imperialistas. O sionismo também está dividido. Os setores mais abertamente fascistas, a ala radical do Likud, rechaçam qualquer concessão aos palestinos e acusam Sharon de desencadear a crise dentro do governo. O plano de Paz, as negociações, as propostas do imperialismo para salvar o Estado de Israel, encerrando ao povo palestino em Guetos, todos estes planos tem demonstrado até para a sociedade israelense, que não são outra coisa que utopias reacionárias. A paz estável no Oriente Próximo só pode ser possível através do desmantelamento do Estado sionista-imperialista, terrorista e genocida de Israel, e a criação de um Estado palestino laico e democrático, no qual muçulmanos, cristãos, judeus ou de outras religiões possam conviver em paz, nas mesmas condições. Cabe aos socialistas revolucionários judeus acordar-se já,
para começar interpretar as possibilidades históricas
que se abrem no marco da luta, contra o Estado sionista-capitalista
sustentado pelo imperialismo, baseado na expropriação,
terrorismo e opressão. A crise na Palestina, e dentro da
sociedade israelense, o auge da luta armada da Intifada, a resistência
heróica do povo iraquiano, e as mudanças radicais
na conjuntura árabe, todos estes fatores, preparam o terreno
da luta, onde os socialistas revolucionários judeus, devem
se articular num programa político estratégico para
dirigir a luta da classe israelense oprimida junto à Intifada,
ao movimento pacifista israelense e ao Histadraut (sindicato dos
operários israelenses), contra a ANP e o governo sionista,
e levantar a bandeira pelo desmantelamento do Estado sionista de
Israel, e sua substituição por um Estado Palestino,
Democrático e laico. PALESTINA1 http://www.palestina1.com.br Para saber máis: http://www.alquds-palestina.org http://www.comunidadpalestina.org http://www.palestinemonitor.org http://www.france-palestine.org http://www.jerusalem.indymedia.org |